The true story # 1

A noite estava a ser horrivelmente fria, e eu já não via a hora de colocar os meus pés dentro de casa. De sentir os lençóis de flanela aquecerem com o calor do meu corpo. Mas apenas não podia. Não tinha mais casa, nem quarto, nem lençóis de flanela e muito menos um tapete á porta. A ironia da vida, é que podemos tornar-nos naqueles mendigos, a quem negamos uma moeda, a cada dia que passamos por eles. Bem, não adiante chorar sobre o leite derramado. Não estudava, não trabalhava, e estava na rua. Eram 3 da manhã e via a humidade entranhar-se até aos ossos. Pensava que tinha amigos, mas afinal de contas, já nem pelos dedos das mãos se contavam. Bem, colocando estas tristezas da vida á parte, resolvi fazer contas á vida. Comigo tinha: a roupa do corpo, o telemóvel, 5€, um maço de tabaco, um isqueiro, uma caixa de mortalhas e um saquinho de erva. Boa, nem tudo podia ser tão mau, além de não ter dinheiro, nem amigos.
Eu só pensava em ter um pouco de foco. Tinha de arranjar dinheiro. Nem fazem ideia das ideias que me passavam pela cabeça, apenas para conseguir obter dinheiro. Foda-se, porque anda tudo á volta da merda do dinheiro. Até a palavra me dá náuseas, só pelo facto de sem ele eu não conseguir sobreviver. Só podia recorrer a uma pessoa, a ultima da minha pequena lista de amigos já completamente riscada. Natasha. A minha única esperança, a típica cena de luz ao fundo do túnel, se é que se vai poder usar a metáfora com ela. Veremos.
                Retirei o telemóvel do bolso e seleccionei o número dela.
-Sim?
-Natasha?
-Sim a própria. Quem fala?
-Sou eu, a Scar(let). Estou metida em apuros, dos grandes. Não tenho onde viver, nem dinheiro para comer. Tive a maior discussão da minha vida com os meus pais, por diversos factores, o que os levou a expulsarem-me de casa. Só me restas tu. –Dizia eu com a voz trémula e cada vez mais nervosa.
-Scar, queres ficar em minha casa é isso? – Riu-se num tom meigo.
-Se pudesse ser, sim, é o que mais preciso neste momento. Vou arranjar um emprego, tratarei de te ajudar com as contas e assim que tiver algumas economias saio da tua casa.
- Sua tola, lembras-te quando fui eu no teu lugar? E que foste a única que me abrigou quando mais ninguém o fez? És a minha melhor amiga, achas que te deixaria na mão, como fizeram todos os teus outros supostos amigos? Suponho que todos eles te tenham voltado as costas, visto que mal falamos, só vivias para eles. Agora eles mostraram-te do que são feitos. Mas apesar de tudo eu nunca o faria. És muito bem-vinda na minha casa. – O seu tom de voz era tão tranquilo, transmitia-me segurança. Sentia-me invadida por uma sensação de alívio tão grande.
 Agora só tinha de ir buscar roupas a casa, ou pedir ao meu irmão que me preparasse uma mala, com os bens essenciais. Não tinha dinheiro para comprar uns novos e não estava propriamente em situação de esbanjar dinheiro. 
O que tinha acontecido até aqui foi de facto muito mau, mas não tinha chegado ao fim. 

13 comentários:

  1. é mesmo verdade o qe escreveste?

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  2. fiqei meio coiso ao ler:S

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  3. muito obrigada querida.
    tmbm sigo e ja agora ofereço -te o meu selo oficial (:

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  4. Está lindo , vou-te seguir e oferecer-te um selo prêmio que se encontra na minha pagina dos selos (: é o ultimo :b se quizeres levar já sabes :b

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  5. ooww :/ tocante :O ! Nunca se descarta amigos, não ... Muito sensível o texto, quase que me consegui ver nessa sítuação :S .Bjs.

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  6. Que texto tão sentido ^.^

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  7. nao esta mal
    esta muito bom
    gostei mesmo

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  8. gosto mesmo das musicas qe tens no blog
    bom gosto :D

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  9. ora essa querida.
    adorei

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  10. mereces (:
    oh obrigada mesmo querida !

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  11. É tão bom receber elogios desses querida, obrigada *.*

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  12. Acredito que sim :$

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  13. oh claro que sim querida

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